| Le papillon de
Bahia Redécouvert on 1990 par le
musicien américain David Byrne, Tom Zé est lenfant terríble du tropicalisme
brésilien. Dans le grand mouvement de cannibalisme musical qui avait saisi les Bahianaìs
à la fin des années 60, Tom Zé avait pôs sa part du travail de sape. Quand Gal Costa,
Gilberto Gil et Caetano Veloso avaient érigé le rock et la, guitare électrique en
monument national, lui avait butiné pártout oil son orcille avait été ultirés ;
la rythmique rock, les motifs insistants des repentistas (les chanteurs à répons du
Nordeste), le jazz sud-áméricain débrídé, les standards de la variété des années
formica, et les tubes de dancing entendus sur les radios à piles.
Les disques et les concerts de Tom Zé soni
rares. Le 26 mai, il était au New Morning pour un soir face à un public de connaisseurs
et de musiciens. Face au sérieux musical des stars brésiliennes, Tom Zé cultive le
détachement, lirrévérence, Tout est jeu. La chanson Tom Zé, jingle publicitaire
de son dernier album : les mots, leur saveur, la sensualité des noms darbres ou
doiscaux hérités des cultures indigènes : la grande mixture musicale qui aboulit
à un élitisme populaire inhabituel. Tom Zé aime les idées qui roulent, font la culbute
parfois, et lui permettent de mettre en scéne des situations banales jusquà
labsurde. Etre assis sur le canapé du salon, par exemple, Ou arriver des étoiles
'' et entrer dans la terre par caverne appelée '' Naître ''.
Imaginant que la lettre A a disparu de
lalphabet, Tom Zé compose une ballade à sa mémoire, dune tristesse toute
lusitanienne, pastiche de musique de bal. En chémin, le chanteur se livre à des
élucubrations transformistes, puig sautoproclame chef de choeur du public, avec des
mouvements de papillon. Le petit homme à la barbe pointue invente, répète, contoume,
passe dune musique urbaine et saccadée aux classiques de la chanson populaire
brésilienne (Trem das Onze dAdoniran Barboza), interprétés selon les règles
strictes de la bossa-jazz.
Album : Brazil Classics 4, The Best of Tom Zé, 1 CD WEA
759926396-2 |
A BORBOLETA DA BAHIA Redescoberto em 1990 pelo músico americano David
Byrne, Tom Zé é o enfant terrible do tropicalismo brasileiro. No grande
movimento de antropofagia musical que empolgou os baianos no fim dos anos 60, Tom Zé teve
suas funções na guerrilha. Quando Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso elegeram o
rock e a guitarra elétrica em monumento nacional, o fez buscar pólen em qualquer canto
que lhe atraísse o ouvido : o rock ritmico , os temas persistentes dos repentistas
(cantores de responsos nordestinos) o frenético jazz sul-americano, os vários padrões
dos anos 50 e os decibéis da disco-music ouvidos nos rádios de pilha.
Os discos e shows de Tom Zé são raros. Em 26
de maio, ele esteve no New Morning, por uma noite, diante de um público de especialistas
e de musicos. Em vez da seriedade musical dos astros brasileiros, Tom Zé, cultiva o
desligamento, a irreverência. Tudo é jogo. A canção Tom Zé, jingle publicitário de
seu último disco ; as palavras e o encanto delas, a sensualidade dos nomes de árvores ou
pássaros herdados das culturas autóctones ; a grande mistura musical que tem, como
resultado, um elitismo popular inusitado. Tom Zé gosta das idéias que giram, que dão
cambalhotas ás vezes e lhe permitem encenar situações banais que se mostram absurdas.
Como sentar no sofá da sala, por exemplo. Ou chegar das estrelas e entrar na terra por
uma caverna chamada Nascer.
Imaginando que a letra A desapareceu do
alfabeto, Tom Zé compõe uma balada em sua memória, de uma tristeza toda lusitana, um
pastiche de música de baile. No percurso, o cantor se lança em elucubrações
transformistas, autoproclamando-se depois regente do coral do público, com movimentos de
borboleta. O homenzinho de barba pontuda inventa, repete, contorna, passa de uma música
urbana e irregular a clássicos da canção popular brasileira (Trem das onze, de Adoniram
Barbosa), interpretadas segundo as regras restritas da bossa-jazz. 
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