Tropicália Lixo Lógico

ATriBUi-se ao rock internacional e a Oswald de Andrade o surgimento da Tropicália. Não é exato.

Some-se Oiticica, Rita, Agripino, o teatro de Zé Celso, etc. …: eis a constelação que cria um gatilho disparador e provoca em Caetano e Gil o vazamento do lixo lógico do hipotálamo para o córtex. O poderoso insumo do lixo lógico, esse sim, fez a Tropicália.

DE 0 A 2 anos, a placa mental está virgem e faminta. Nunca mais, durante toda a vida, o ser humano aprenderá com tal intensidade. Aí reside a força do aprendizado na creche tropical. Só a partir da escola primária, que para nós começava aos 6 ou 7, tem início o contato com a organização do pensamento ocidental promovida por Aristóteles – um choque delicioso –, cuja comparação com a creche desencadeia o lixo lógico. o monTe HÉlicon teve muito trabalho, como sempre. As filhas de Mnemósine provocaram várias esquinas energéticas: Marcus Preto aventou um encontro com Mallu Magalhães. Kassin veio também. A iminência de encontrá-los provocou a febre que compôs a parte romântica. Gerald Thomas me consultou sobre uma ópera e inspirou o tecido mitológico, com Joseph Campbell Neusa, assimilada ou externa, encadeava terços de tabuada e álgebra.

O fazimento da capa com Richard Vignas e Rodrigo Villas Bôas foi uma bênção porque os gráficos estavam em um estado muito precário. Essa colaboração facilitou a explicação de tudo.

Faixas:

  1. Apocalipsom A (O fim no palco do começo) – Tom Zé
  2. Capitais e Tais – Tom Zé
  3. Tropicalia Jacta Est – Tom Zé
  4. O Motobói e Maria Clara – Tom Zé
  5. Marcha-Enredo da Creche Tropical – Tom Zé
  6. Amarração do Amor – Tom Zé
  7. Tropicália Lixo Lógico – Tom Zé
  8. Não Tenha Ódio no Verão – Tom Zé
  9. Jucaju – Tom Zé
  10. De-De-Dei Xá-Xá-Xá – Tom Zé
  11. A Terra, Meus Filhos – Tom Zé
  12. Debaixo da Marquise do Banco Central – Tom Zé
  13. Navegador de Canções – Tom Zé
  14. Aviso aos Passageiros – Tom Zé
  15. NYC Subway Poetry Department – Tom Zé / Henrique Marcusso
  16. Apocalipsom B (O começo no palco do fim) – Tom Zé

Letras:

LADO A

APOCALIPSOM A

o fim no pAlco do começo
4’33”
Tom Zé
Personae iures alieni Diabo e Deus numa sala; Firmou-se acordo solene De unir em casamento
A fé e o conhecimento.
Casou-se com muita gala O saber de Aristóteles Com a cultura do mouro, Para ter num só filhote
O duplicado tesouro.
E toda casta divina Estava lá reunida: Apolo e Macunaíma, Diana, Vênus, Urânia
Chiquinha Gonzaga Bethânia.
O Diabo ali presente,
De todo banco gerente (Conforme o cabra da peste Chamado Bertold Brecht).
Tinha comida e regalo Tinha ladrão de cavalo Pai de santo e afetado, Padre, puta e delegado
E a menina, meu rapaz Cresceu depressa demais: Anda presa na Soltura Circula na Quadratura
E o Sossego ela não deixa em paz.
Cada dia mais esperta A moleca desconcerta
Conserta e já desconcerta, No senso que ela retalha Não há quem bote cangalha. Se você faz represália
Ela passa a mão na genitália, Esfrega na sua cara.
Mas…
Onde a cultura vige
E o conhecimento exige Recita noblesse oblige Com veludo na laringe, Castiça cantarolando
Quod erat demonstrandum,
E recebida na sala
Se trata por Tropicália.
Programação de loops: Daniel Maia e Marcelo Blanck / Daniel Maia: violão, baixo, guitarra e cavaquinho / Felipe Alves: violão, baixo, guitarra e cavaquinho / Cristina Carneiro: teclado / Marisa Silveira: cello / Cintia Zanco: violino / Rui Barossi: contrabaixo / Thomas Roher: rabeca / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis / Tom : voz / Participação:  Emicida
 

O MOTOBÓI E MARIA CLARA

3’54”
Tom Zé
Tom Zé: Motobói se apresenta!
A motocar Mallu: Ele me toca
Tom Zé: Se avenida fica lenta
A motocar!
Mallu: Eu toco nele
Tom Zé: A motocar!
A motoca toca a me levar Mallu: Por me tocar
Minha touca pra te retocar
Tom Zé: Pegando nossa carona
A motocar Mallu: Ele me toca
Tom Zé: Escritório funciona
A motocar!
Mallu: Eu toco ele
Tom Zé: A motocar
A motoca toca me levar Mallu: Por me tocar
Minha touca pra te retocar
Clara Maria Sonha di comprá
Na primeira liquidação Os eletros,
Nosso fogão.
Tom Zé: Motobói segura a barra
A motocar!
Mallu: Ele me toca
Tom Zé: Quando a cidade para
A motocar!
Mallu: Eu toco nele
Tom Zé: A motocar
A motoca toca me levar Mallu: Por me tocar
Minha touca pra te retocar
Tom Zé: O perigo eu conheço,
A motocar!
Malu: Ele me toca
Tom Zé: Ele tem meu endereço
A motocar!
Mallu: Eu toco ele
Tom Zé: A motocar
Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo e bandolim / Daniel Maia: violão / Rui Barossi: contrabaixo / Marisa Silveira: cello / Cintia Zanco: violino / Thomas Roher: rabeca / Tom : voz / Participação: Mallu Magalhães

TROPICALEA JACTA ESTÁ

5’48”
Tom Zé
Parassá penteu escuta cá Parassá penteu escuta aqui Quando Baco bicou no barco Tinha Pigna, Campos in Celso Zeopardo,*
Matinê par´o delfim Vi, vi, vi
Dois que antes da cela – da ditadura Deram a vela / da nossa aventura Barqueiro meu navegador
Pa-ra-rá conjectura logo nosso primeiro Computador / computador.
(No disco do Sinatra a viagem começa no século VIII, quando o zero invadiu nossos avós. Mas voltamos aos anos 60.)
Era urgente / sair da tunda Levar a gente / para a Segunda Revolução Industrial
Pa-ra-rá capacitados para a nova folia: Tecnologia
Tecnologia.
Domingo no parque sem documento Com Juliana-vegando contra o vento Saímos da nossa Idade Média nessa nau Diretamente para a era do pré-sal.
Parassá penteu escuta cá… etc Torquato Neto / do Piauí
Pinta no verso / do céu daqui Aquela manhã que se inicia Desfolha a bandeira e renuncia Puta filia
Puta filia.
(No disco do Sinatra antes d´os Novos, chegaram outros baianos)
Bandeiras no mastro / novo repasto Mas cada gentio / trazia no cio
A fome das feras / naquele jejum
Mas havia quimeras / de coca com rum Pra cada um / pra cada um
* No canto III de Ovídio em “Metamorfoses” Alceste conta ao rei Penteu um episódio sobre Baco. – Pigna: Pignatari / Irmãos Campos. – Zé Celso Martinez Correia.
Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: violão e baixo / Daniel Maia: guitarra / Jarbas Mariz: percussão / Cristina Carneiro: teclado
/ Marisa Silveira: cello / Cintia Zanco: Violino / Rui Barossi: contrabaixo / Thomas Roher: rabeca / Gil Duarte: trombone e flauta
/ Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz e Renato Léllis / Tom : voz / Participação: Mallu Magalhães
 

AMARRAÇÃO DO AMOR

3’03”
Tom Zé
Catci garra gafum Catci garra gafum
Mandei fazer uma amarração Pra te pegar, meu amor;
Galo de angola já te cercou Com o cordão do tarô.
A cartomante me garantiu, Quando o baralho se abriu, Que você vai me pedir perdão
Com os joelhos arrastando no chão.
A mãe de santo já me deu Miniatura de você Des´tamaninh’:
É de palha costurada com agulha de crochê. Vou te derreter
Numa panela de dendê
E toda noite eu esfrego no meu corpo Uma pitada de você,
Ai, ssf, ai, ssf, ai, ssff, ai, ssff.
 
Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo / Daniel Maia: guitarra e violão / Jarbas Mariz: percussão / Marisa Silveira: cello / Rui
Barossi: contrabaixo / Cintia Zanco: violino / Thomas Roher: rabeca
/ Tom Zé: voz

MARCHA-ENREDO DA CRECHE TROPICAL

4’40”
Tom Zé
Preceptores-babás – banca de banca Preceptores-babás – banca de banca  [Bis]
A tristeza daquela invasão, Ai Deus… Ai Deus, valeu,
Valeu para nossa educação paradoxal prazer, e rendeu
A creche tropical – pical Nossa universi-
-Dadal dadal, dadal a a a
Há… nos velhos quintais cada moleque do lote dos analfatotes
ouvindo jograis, os mais radicais.
Tropicalisura voz,
A tal tanajura
Só cai se tiver na gordura
Os mesmos rondós dos nossos avós.
E Pedro Taques falou – ali dá, dali vem
Tradicional
Na creche, menino, Vem o provençal:
É um dia, é um dado, é um dedo,
Chapéu de dedo é dedal. [3 vezes]
Ela entra e sai do sertão, ai Deus, Ai Deus nos dá descontínuo rincão
Perdida por lá, a cultura oral, oh mal! Testemunha vai lá – um tal
De Euclides da Cun unha, unha, unha a a a.
Lá… é quando ele cunha Moeda que trinca na unha E a língua um dia
Na creche, senhora, poder, magia Naquele mundão
O falar da gente assegura Na mansa doçura
Outra cosmovisão: pensar é pão.
Depois em Rosa eu vi – ali dá, dali vem Prosa que li – ali dá, dali vem
E ela sorri – ali dá, dali vem Chegança chega, menino, Medieval batalha naval:
Pra expulsarmos esses incréus Espada de aço no pescoço, Vento nas velas, Deus no céu, Retorna Dom Sebastião no corso (Dom Sebastião, o Aguardado!)
(E assim funcionava a creche: cada círculo, cada aula, iam se sucedendo, com aqueles jograis que casualmente circulavam entre nós. ¡E lá vai tutano na cabeça dos moleques!)

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo / Daniel Maia: violão e guitarra / Jarbas Mariz: percussão / Cristina Carneiro: teclado / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis / Tom Zé: voz

TROPICÁLIA LIXO LÓGICO

3’36”
Tom Zé
A pureza Chapeuzinho Passeando na floresta Enquanto Seu Lobo não vem: Mas o Lobo entrou na festa E não comeu ninguém.
Era uma tentação,
Ele tinha belos motes, O Lobo Seu Aristotes: Expulsava todo incréu Ali do nosso céu.
Não era melhor, tampouco pior, Apenas outra e diferente a concepção Que na creche dos analfatóteles regia Nossa moçárabe estrutura de pensar. Mas na escola, primo dia, Conhecemos  Aristotes,
Que o seu grande pacote De pensar oferecia.
Não recusamos Suas equações
Mas, por curiosidade, fez-se habitual
Resolver também com nossas armas a questão – Uma moçárabe possível solução
Tudo bem, que legal, Resultado quase igual, Mas a diferença que restou O lixo lógico criou.
Aprendemos a jogá-lo No poço do hipotalo*. Mas o lixo, duarteiro, O córtex invadiu:
Caegitano entorta rocha Capinante agiu.

* versão óbvia de nosso mais velho amigo, o hipotálamo.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo / Daniel Maia: violão, guitarra e cavaquinho / Marisa Silveira: cello / Rui Barossi: contrabaixo / Cintia Zanco: violino / Thomas Roher: rabeca / Tom Zé: voz / Participação: Washington
 

LADO B

NÃO TENHA ÓDIO NO VERÃO

2’20”
Tom Zé
Ah ah ra ra! Ah ah ra ra!
 
Assando o rabo no fogão, Isso arrebenta uma nação!
O ódio pega
Como planta que se rega, Mas no peito que navega A pessoa fica cega.
Cabeça oca,
Sai de pau no bate-boca, Rasga a roupa,
Grita e berra como louca.
Ah ah ra ra! Ah ah ra ra!

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: violão, baixo e cavaquinho / Daniel Maia: guitarra / Jarbas Mariz: percussão / Cristina Carneiro: teclado / Tom : voz

DE-DE-DEI XÁ-XÁ-XÁ

2’33”
Tom Zé
De-de-dei xá-xá-xá rá rá! Pra pra pra lá.
Dai dará, dará da dai
Dai dará, dará da dai [BIS] Dai dará dai
Pra que falar,
Ora meu bem, dizer o quê? Melhor silenciar… aah…
Se o divino há, Deus me habitará Pelo vazio.
Isto não é religião
Só quero dar um beliscão No seu corpo sutil.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: violão, baixo e bandolim / Jarbas Mariz: percussão / Marisa Silveira: cello / Rui Barossi: contrabaixo
/ Cintia Zanco: violino / Thomas Roher: rabeca e flauta irlandesa / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz,
Renato Léllis / Tom Zé: voz / Participação: Pélico

CAPITAIS E TAIS

2’09”
Tom Zé
A roupa que me veste melhor É o luar de Maceió;
Meu melhor cobertor, quando esfria, É o calor da Bahia.
Coisa boa João Pessoa, As lagoas de Alagoas, Que sina terei, Teresina,
Se Recife se refere à cidade Saudade?
Em riba da Paraíba, Maluco por Pernambuco.
C.R.B. vai ser agora O novo rei da bola. Guaraná vai pisar no Calo da Coca-cola, Do colo de Aracaju Arava o Ceará, Bahia, quando caía Na cuia de Cuiabá.
C.R.B. vai ser agora… etc.
Em riba da Paraíba Maluco por Pernambuco; Eu podia viver lá, mas lá Lá vou eu ficando cá.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo / Daniel Maia: violão e gui- tarra / Jarbas Mariz: percussão / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz e Renato Léllis / Tom Zé: voz
 

A TERRA, MEUS FILHOS

3’03”
Tom Zé
Do Sol a terceira cria Baila noite, baila dia,
Lá vai a Terra, meus filhos, Levando seus assassinos.
Ê ê rê Ê ê
De maus tratos envelhece, Sem ter usado espartilhos; La vai a Terra, meus filhos, Levando seus assassinos.
É nave, navio e trem, Mas tão leve se mantém
Que brinca com os andarilhos: Requebra, quebra a cintura, Na serra dá dobradura
Para o sol pintar os milhos.
Além do mel e do azeite, Completa o café com leite Com pão que faz de polvilhos. Púbis ainda sem pelo.
Não se recusa de tê-lo
Com reis e com maltrapilhos.
Ê ê rê Ê ê
Do Sol a terceira cria… etc.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: violão e baixo / Cristina

DEBAIXO DA MARQUISE DO BANCO CENTRAL

3’00”
Tom Zé
Bala baila baila – o tiroteio esquenta Bala baila baila – é o quebra-pau Bala baila baila – Ana amamenta Bala baila baila – lendo seu jornal
Pobre moça rica que o papai já deserdou, Ana só queria se casar com um ator; Desempregado, estava seu favorito
Os dois na rua, pra chupar nem pirulito.
Mas acharam um abrigo, Um luxo legal,
Apesar de ter muito assalto no local:
O casal mora debaixo da marquise do Banco Central.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: violão e baixo / Daniel Maia: guitarra / Jarbas Mariz: percussão / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis / Tom Zé: voz

NAVEGADOR DE CANÇÕES

2’45”
Tom Zé
Longe, sozinho, Ventos marinhos,
Eu navegava canções,
Ia na dança, Na confiança,
Das cardeais direções. Eu navegava canções.
O fado ministrava meu noivado Com duetos, minuetos,
Corais, corais.
Uma gavota me guiou Ao porto dos bordões,
Onde botam ovos as canções. Canções, canções.
Ô ô canção   [bis]

Daniel Maia: violão / Cristina Carneiro: teclado / Marisa Silveira: cello / Rui Barossi: contrabaixo / Cintia Zanco: violino / Thomas Roher: rabeca / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis / Tom : voz
 

AVISO AOS PASSAGEIROS

2’25”
Tom Zé
Aviso aos passageiros Everybody comigo: Opa!
Antes de entrar No elevador
Verifique se o mesmo Encontra-se parado Neste andar.
É proibido fumar.
A lotação permitida
– Máxima seis pessoas – Contando paletós e vestidos, 420 quilos, 420 quilos.

Renato Léllis: bateria / Felipe Alves: baixo, violão e cavaquinho /
Daniel Maia: guitarra / Voz: Tom Zé

NYC SUBWAY POETRY DEPARTMENT

2’30”
Tom Zé / Henrique Marcusso
New York Subway Poetry Department Stand clear of the closing doors Stand clear of the closing hearts Stand clear of the closing heads Stand clear of the closing legs
Stand clear of the bloody loss Stand clear of the boring chores
Stand clear of the mesmerizing cross Stand clear of the dominating stores
Stand clear of the closing souls Stand clear of the hideous crimes Stand clear of the poor souls
Stand clear of the mounting grimes Of the lost souls stand clear
Of the paralyzing tides stand clear Stand clear of the dirty souls
Of the war weeping times stand clear
Stand clear of the bloody cross Stand clear of the blearing sounds Stand clear of the bloody laws Stand clear of the heading hounds Stand clear of the bloody souls
Of the opressing bounds stand clear.
Stand close of the red cross
Stand clear of the maddening bounds.
Stand clear of the hideous crimes I´d like to find this guy
Stand clear of the mountain crimes
He writes poetical warnings for New York subway Paralyzing tides stand clear
So I could invite him to be
Of the war weeping times stand clear To be my partner in the next album

Renato Léllis: bateria / Vicente Barreto: violão / Felipe Alves: violão, baixo e bandolim / Jarbas Mariz: percussão / Tom Zé: voz

APOCALIPSOM B

o começo no pAlco do fim
51”
Tom Zé
Caemicida malluri Ta gil Pelicapinarante was Que vai
Na manjedouramarassu Nascer
É hora da Segunda Vinda Quem essa criatura vem A ser,
Que sai do Spiritus Mundi?
 
Programação de loops: Daniel Maia e Marcelo Blanck Felipe Alves: violão, baixo, guitarra e cavaquinho Cristina  Carneiro: teclado
Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis
Tom Zé: voz Participação:  Emicida

Ficha Técnica

Produção: Daniel Maia
Regência Geral: Daniel Maia
Regência de sopros e cordas: Carlinhos Antunes Engenheiro de gravação e mixagem: Daniel Maia Auxiliar de gravação: Rafael Barreto Masterização: Homero Lotito
Arranjos: Tom Zé, Daniel Maia e Felipe Alves Arranjos de cordas e sopros: Carlinhos Antunes, Rui Barossi, Tom Zé e Daniel Maia
Termos médicos: Éwerton P. Martins
Revisão do latim: Frei Betto
Produção Executiva: Milena Machado Produção de Projeto: Bruno Silva Assistente pré-produção: Aline Miranda
Coordenação de Produção Tom Zé: Neusa Martins
Assistente de Produção: Tania Lopes Projeto Gráfico: VS – Richard Vignais Arte Plástica: Rodrigo Villas Bôas Fotografia:  Fabrício Cavalcanti
Agradecimentos a:
Tomás Gonzaga; Emicida e Evandro Fioti; Mallu Magalhães, Rossato e Aílton; Péllico; Rodrigo Amarante e Simon Fuller; Dori e Gilda; Caio Mariano; Betão Aguiar; Aílton de Oliveira; Beá e Fernanda Paiva; Caio Buni e Sergio Savian; Manoel Carlos Júnior – Maneco (in memoriam).
Banda:
Lauro Léllis, Jarbas Mariz, Cristina Carneiro, Felipe Alves e Renato Léllis
Vocal: Lia Bernardes, Daniel Maia, Jarbas Mariz,
Renato Léllis
e Felipe Alves
Bateria: Renato Léllis
Baixo: Felipe Alves e Daniel Maia
Guitarra: Daniel Maia e Felipe Alves
Bandolim e Cavaquinho: Daniel Maia e Felipe Alves Violão: Felipe Alves, Vicente Barreto e Daniel Maia Percussão:  Jarbas Mariz
Teclado: Cristina Carneiro Preparação de folha de fícus: Rafael Barreto
Mesa: Tom Zé e Daniel Maia
Estúdio Vale do Silício
Molduras: Tom Zé; preparação loops Molduras, Tom / Rafael Barreto
Participações:
Mallu Magalhães: Tropicalea Jacta Est e O Motobói e Maria Clara
 
A motoca toca me levar Mallu: Por me tocar
Se conservar – ali dá, dali vem O paulista – ali dá, dali vem
Não tenha ódio no verão: Você vai acabar
Carneiro: teclado / Backing vocals: Lia Bernardes, Daniel Maia, Felipe Alves, Jarbas Mariz, Renato Léllis / Tom Zé: voz
Participação: Rodrigo Amarante
Emicida: Apocalipsom
Rodrigo Amarante:  NYC
Subway Poetry Department
 
Minha touca pra te retocar.
 
Comendo brasa no tição,
 
Pélico: De-de-dei xá-xá-xá
Washington: Tropicália Lixo Lógico