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Festival da Música popular brasileira - Tv Record

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Festival da Música popular brasileira - Tv Record

ã João Magalhaes (Jornal da Tarde)

Quem pode ganhar esse festival

Agora, que as 36 músicas do Festival da Record já são conhecidas do público, o nosso crítico de música popular escolhe as dez que podem ganhar esse Festival, de acordo com a opinião do juri especial e do juri popular. Com os ingressos esgotados, começa hoje às 22,00 horas a 1.a eliminatória transmitida pelo Canal 7. Quatro músicas serão escolhidas hoje.

A apresentação das musicas antes das eliminatórias, o péssimo som do Teatro Paramount, a irritante orquestra da TV Record, a proibição da imprensa nos bastidores, tudo isso faz, até agora, um Festival desinteressante.

O nível das músicas? Regular. Só há dez de boa qualidade, que devem ser finalistas sem dar muito trabalho ao juri especial.

Memórias, de Maria Saré, de Edu Lôbo e Gianfrancesco Guarnieri. É uma música estranha, com um ótimo arranjo de Edu: o fagote e as flautas dão o clima de mistério que a letra sugere. O refrão lembra um pouco de todas as músicas sérias de nosso folclore. Esta é, sem dúvida, uma das melhores composições de Edu, um músico de qualidades extraordinárias.

2001, de Rita Lee e Tom Zé. A exemplo de Alex, que projeta quase todos os instrumentos usados pelos Beatles, Cláudio Batista, irmão de Sérgio e Arnaldo - os dois rapazes dos Mutantes-, construiu um Theremin. Adaptou um pedal á guitarra de Sérgio que permite a reprodução do "uá-uá" - um som conseguido pela primeira vez por Bubber Miley, pistonista da orquestra de Duke Ellington, pondo a palma da mão contra a surdina de seu pisten e tirando a sucessivamente - tudo para obter os efeitos eletrônicos de 2001. Só essa montagem prejudica a apresentação da música: quase não se ouvem os bons versos de Tom Zé; a ligação entre o novo (os efeitos eletrônicos) e o velho (a parte cantada á moda caipira), é imperfeita. Assim mesmo, 2001 agrada pela originalidade.

Sentinela, de Milton Nascimento e Fernando Brandt. É uma musica que tem muito de um negro spirituals (canticos religiosos dos negros norte-americanos), a partir da tentativa bem sucedida de Fernando Brandt ao explorar um tema difícil: um velório. A melodia de Milton é absolutamente preciosa.

Divino Maravilhoso, de Gilberto Gil e Caetano Veloso. O texto é o mais importante nessa música, não podia ser de outra forma. Só uma melodia simples valorizaria a sua informação, a sua advertência, a sua atualidade. A interpretação de Gal Costa é excelente. Ela é, realmente, a cantora mais importante do momento.

Don Quixote, de Arnaldo Dias Batista e Rita Lee. No ritmo dos versos de Rita e no bom humor do arranjo do maestro Rogério Duprat, está a força dessa música. A crítica é muito bem colocada. Don Quixote, agora, não precisaria mais lutar com armadura e espada para vencer monstros imaginários. Por que? Ora, a televisão está ai mesmo.

Dia de Graça, de Sérgio Ricardo. Ele tentou e conseguiu: fez uma música fácil, alegre, inteligente e satírica. E, dessa vez, é acompanhado por um bom conjunto: o Modern Tropical Quintet.

Descampado Verde, de Maranhão. Sem repetir os seus frevos cansativos, Maranhão concorre com uma música que monstra muito versos talentosos. É superior a tudo o que ele fez até agora.

São São Paulo, Meu Amor. A letra é perfeita. Uma homenagem de bom gosto a uma cidade difícil de ser cantada. A sobriedade de melodia é compensada pelo lirismo do refrão.

Eonita, de Hilton Acyoli e Geraldo Vandré. Apesar de tudo, e embora chegue atrasada para festivais - há dois anos seria aceita sem restrições - é uma música interessante, uma toada simples, até certo ponto ingênua e talvez, por isso, agrade.

Boletim, de Marconi Campos e Hilton Acyoli. A experiência que eles fizeram funcionou: é um samba a sete tempos que entusiasma. Se a letra de Hilton fosse um pouquinho melhor, essa dupla teria, nesse Festival, o seu maior sucesso.

Algumas dessas músicas podem ser escolhidas também pelo júri popular: Bonita, Dia da Graça e São São Paulo, Meu Amor, por exemplo. Mas as mais fortes candidatas aos premios, segundo esse mesmo júri, vão ser, provavelmente.

A família, de Ari Toledo e Chico Anísio. Uma música sem maiores consequências que caiu no gosto popular por causa de Jair Rodrigues.

A Madrasta, de Beto Ruschel e Renato Teixeira. Mais uma vez o cantor é responsável pelo êxito de uma música, Roberto Carlos, apesar de letra mediocre de Renato Teixeira, pode levar essa música aos primeiros lugares.

Pequenina, de César Roldão Vieira. É muito infantil, muito mesmo. O público mais jovem vai cantá-la, com toda a certeza.

Casa de Bamba, de José Martinho Ferreira. Um samba autêntico, um bom compositor, mas a música estaria melhor se fosse apresentada na Bienal do Samba. Enfim, quem não gosta de uma boa batida de samba, com tamborim, cuica e outras coisas?

Bem-Vinda de Chico Buarque de Holanda. É de Chico Buarque, que tem um público respeitável, principalmente feminino.

Rosa da Gente poderia ser uma boa música, os versos de Nélson Mota são bem feitos. Mas parece que sempre falta alguma coisa a acrescentar no trabalho de Dori, desde que ele fez Cantador. O que é bom mesmo: a voz de Beth Carvalho, uma excelente cantora.

Sei Lá, Mangueira, De Paulinho da Viola. Outro samba que já deve ter conquistado o publico, valorizado pelo ritmo de Elza Soares.

Todas as Ruas do Mundo, de Fernado César e Elizabeth Sanchez. Um detalhe importante nessa música: a voz de Ana Lúcia.

Hoje serão apresentadas as seguintes músicas na 1.a eliminatória do Festival da Record: A Grande Ausente, de Francis Hime e Paulo César Pinheiro, com Taiguara; A Madrasta, de Belo Ruschel e Renato Teixeira, com Roberto Carlos; Bonita, de Milton Acyoli e Geraldo Vandré, com o Trio Marayá e Geraldo Vandré; Cajueiro Velho, de Luiz Roberto Oliveira e Milton Eric; Nepomuceno, com Eduardo Conde; Descampado Verde, de Maranhão, com o MPB 4 e Maranhão; Dia da Graça, de Sérgio Ricardo, com o autor e o Modern Tropical Quintet; Domingo de Manhã, de Maurício Einhorn, Arnaldo Costa e Mário Telles, com Wilson Miranda; Eu Tenho que Andar Mais Lento, de Mário Rocha e Fernando Lôbo, com Márcia ; Festa é Festa, de Carlos de Souza e Ronaldo Tapajós, com Rô e Carlinhos; Berlimuro, de Adilson Godoy com o autor e ClaudeteSoares; Rosa da Gente de Dori Caymmi e Nelson Motta, Beth Carvalho; 2001 de Rita Lee Jones e Tom Zé, com Os Mutantes.

 

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