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Word music

Tom Ze

Barbican, London - John L Walters - Friday May 5, 2006

Tom Ze is the Ancient Mariner of Brazilian pop music, a storyteller who buttonholes strangers into hearing his strange and only partially comprehensible tales. Full of peculiar gestures and sound effects, he opens his set with a number that requires him to stuff his mouth with freshly torn newsprint (Berliner and tabloid). A first judgment might be that he's mad, but as we're gradually drawn in, Ze's universe reveals itself to be perfectly logical and quite serious.

He performs the first act of his new "unfinished operetta" Estudando O Pagode (dedicated to Mary Wollstonecraft among others) before launching into Prostituir, an angry tirade at the evils of child prostitution. Then, with hardly a pause for reflection, the band launch into a cheesy, 50s American-style jingle for Ze's own product, complete with cheerful mis-pronunciation of his name, while the leader urges us to buy his new album and DVD.

The musicians are terrific, providing a well drilled but characterful backdrop to their leader's excesses, as he strides across the detritus of the stage, moving chairs and stepladders, removing shoes and at one point draping everyone in string. Ze is enviably, ridiculously supple and energetic for one born in 1936, jumping and swivelling his hips, and irrepressibly physical in his performance, with wide, expressive hand and arm movements. His voice is similarly ageless, an attractive, edgy croon that blends well with boiler-suited backing singer Luanda and guitarist Sergio Caetano.

Ze's music has the melodic and rhythmic qualities of the best pop music, but with the spiky oddity of Frank Zappa's more commercial moments, and the hallucinatory Smile-era Beach Boys sound that influenced Tropicalia in the first place. There are numbers whose plinky-plonk arrangements could come straight from a rock musical, or a pop exploitation soundtrack, terrific counterpoint for guitars, bass and keyboards, and melodies that evoke his Bossa Nova contemporaries. Yet at their most tender, Ze's songs have an abrasive, challenging quality that make you grasp the content, even if you don't understand Portuguese. The audience is captivated, giving him a well deserved standing ovation. Ze may be an acquired taste, but one well worth having.

Tom Ze

Barbican, Londres

John L. Walters

6a. feira, 5 de maio de 2006

Tom Zé é o Velho Marinheiro (Ancient Mariner) da música popular brasileira, um contador de histórias que monopoliza a atenção de desconhecidos que lhe ouvem as narrativas estranhas e apenas parcialmente compreensíveis. pleno de gestos peculiares e de efeitos sonoros, ele abre sua apresentação com um número que faz com que encha a boca de jornais que vai rasgando no palco (tablóides, e berlinenses). À primeira vista Zé pareceria louco, mas enquanto vamos sendo gradualmente atraídos para o seu universo, este se revela perfeitamente lógico e positivamente sério.

Ele executa o primeiro ato de sua nova “opereta inacabada” Estudando o Pagode (dedicada, entre outros, a Mary Wollstonecraft), antes de lançar-se em “Prostituir”, uma raivosa invectiva contra os males da prostituição infantil. Então, mal dando uma pausa para reflexão, a banda dispara um jingle trivial no estilo americano dos anos 50s, falando do próprio produto de Zé e completado com uma humorística pronúncia errada de seu nome, enquanto o líder nos exorta a comprar seus novos cd e dvd.

Os músicos são excelentes, propiciando um fundo bem executado e bem característico para os arroubos de seu líder, enquanto este passeia entre os detritos [de jornais] que atira no palco, movendo cadeiras e escadas, tirando os sapatos e, a certa altura, passando um fio de barbante à volta de todo o mundo. Zé é invejável e humoristicamente flexível e cheio de energia para alguém nascido em 1936, pulando e ondulando os quadris; sua performance é incontrolavelmente carnal, com movimentos amplos e expressivos de mãos e braços. Sua voz também não tem idade, é um canto anguloso que se casa bem com o da cantora backing Luanda, que veste um macacão, e com o do guitarrista Sérgio Caetano.

A música de Zé tem as qualidades melódicas e rítmicas da melhor música pop, com a aguda estranheza de Frank Zappa, nos seus momentos mais acessíveis, e o som alucinatório da era Smile do som dos Beach Boys, primeiros influenciadores da Tropicália. Há números cujos arranjos plinc-plonc poderiam nascer diretamente de um musical de rock, ou brotar de uma trilha sonora pop, fantásticos contrapontos para guitarras, baixo e teclados, e melodias que evocam seus contemporâneos da Bossa Nova. Mesmo quando mais ternas, as canções de Zé têm uma característica cáustica e desafiadora que faz com que você lhe entenda o conteúdo, ainda que não saiba português. Ele ganha a platéia, que se levanta, concedendo-lhe uma ovação bem merecida. Zé pode ser uma preferência que exige certa convivência para ser adquirida, mas que vale a pena.

 

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