Danç-Êh-Sá
Dança dos herdeiros do sacrifício
Ano 2006
Gênero MPB
Cód. do produto 7898369064749
Nº do catálogo IRARA001
Editora Irará / Trama
Formato CD Simples

Tom Zé, com "Danç-Êh-Sá - Dança dos Herdeiros do Sacrifício", inaugura novo estilo pessoal, diverso, diferente, dançante. Lança um CD elaborado a partir de uma pesquisa de marketing da MTV; esta revelou, na juventude, uma inesperada tendência para o hedonismo, o consumismo e a irresponsabilidade social - "Para chegar a esses jovens, mudei tudo que já produzi e segui a sugestão de Chico Buarque de que a canção acabou." São 7 Caymianas para o fim da canção. "Sejam 7, sejam 70, é muito pouco, mas logo os antropólogos, jornalistas e cineastas se mobilizarão, concorrendo para que a juventude se engaje no projeto otimista que é ser o negro que somos, herdeiros do sacrifício de várias nações africanas, cujo sangue depurou a arte e a religião de 3 Américas - vejam-se o samba, a Tropicália ou o rock, o Hip-hop e o reggae." - Tom Zé



Mas se acredito, corro para a juventude com este CD cantado sem palavras.
Aposto que a resposta dos jovens na pesquisa é provisória e berra um grito de , socorro na cara dos formadores de opinião.
Provisória, porque logo os antropólogos, jornalistas e cineastas se mobilizarão, concorrendo para que o "coração de estudante" se engaje no projeto otimista que é ser o Negro que somos, herdeiros do sacrifício de várias nações africanas, cujo sangue depurou a arte e a religião de 3 Américas: vejam-se o Samba e a Tropicália; ou o Soul, o Hip-hop e o reggae.
Logo os artistas plásticos, os atores e radialistas, irão à luta para mostrar que vivemos aqui um momento bonito da História, um projeto encantador e perigoso.
E esperemos que chegue finalmente a maciça manifestação dos intelectuais e dos diretores de televisão, respondendo ao grito de socorro que a juventude berrou na pesquisa.
E isso! Não desistam, ainda.
Embora perplexos, os jornais disseram, quando a pesquisa foi divulgada, que a
publicidade contava agora corn meios concretos de consulta para atingir vocês, os jovens, com mais exatidão e rapidez, pela chamada definição de perfil.
Aguardemos, pois, a manifestação das cabeças mundialmente premiadas da publicidade brasileira e o esclarecimento com que ela mostrará o grande interesse que dedica ao jovem.
Esperemos pela atuação esclarecedora das Igrejas. E até da moda que, atualmente engajada, pode nos socorrer, quem sabe, com uma linguagem factual, nos próximos desfiles da Rio e da São Paulo Fashion.
Esperemos...
2I DANÇAS: 7 VOLTAS EM 3 TEMPOS DO ECLESIASTES
Estas danças, numeradas como 7, hegelianamente são 21. Pois cada uma se desdobra em 3 pró-posições que, como prevê o Eclesiastes, perfazem os tempos de
VIVER - SOFRER - REVOLTAR
TOM ZÉ
| 1. | Uai-uai - Revolta Queto-Xambá 1832 | |
| 2. | Atchim - Revolta Paiaiá 1673 | |
| 3. | Triú-triii... - Revolta Malê 1835 | |
| 4. | Cara-cuá - Revolta Nagô-Oió 1830 | |
| 5. | Acum-mahá - Revolta Jege-Mina-Fon 1834 | |
| 6. | Taka-tá - Revolta Banta 1910 | |
| 7. | Abrindo as urnas - Encourados de Pedrão 1823 |
1. Uai-Uai 03:43
Revolta Queto-Xambá 1832
Ludositores: Tom Zé / Paulo Lepetit
BR-TRB-06-00033
Os Quetos vieram do Sudão e se revoltaram a partir de 1830. Os xambás localizaram-se predominantemente em Olinda e participaram de várias revoltas.
Percussão e bateria: Guilherme Kastrup. Baixos, cavacos e programação eletrônica: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Magoo. Harpa: Marcelo Blanck. Teclados: Cristina Carneiro. Vozes: Tom Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz
2. Atchim 06:06
Revolta Paiaiá 1673
Ludositores: Tom Zé / Paulo Lepetit
BR-TB 06-00034
Os índios paiaiás, da região de Irará, quando chegaram os primeiros colonizadores, em 1673, fugiram para não ser escravizados
Programacão eletrônica a percussão: Guilherme Kastrup. Programação eletrônica, bongô, baixo e cavacos: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Maggo. Harpa: MarceloBlanck. Cornetas e flautinhas: Tom Zé. Cavaco: Daniel Maia. Vozes: Tom Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz e Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão para Tom Zé: Lauro Lellis. Mariz e Adriana Andrette.
3. Triú-Triii 05:22
Revolta Malê 1835
Ludositores: Tom Zé / Paulo Lepetit
BR-TRB-0600035
Os malês eram de religião muçulmana e fizeram em Salvador, Bahia,
um movimento muito estudado hoje em dia, conhecido como a Revolta dos Malês, 1835.
Percussão: Guilherme Kastrup e Jarbas Mariz. Baixos e programação eletrônica: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Magoo. Harpa: Marcelo Blanck. Vozes: Tom Zé, Cristina Carneiro, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz e Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão para Tom Zé: Lauro Léllis.
4. Cara-Cuá 04:53
Revolta Nagô-Oió 1830
Ludositores: Tom-Zé / Paulo Lepetit
BR-TRB-06-00036
Os Nagôs foram levados mais para a Bahia, Maranhão e Rio de Janeiro.
Os Oitis, para o Rio Grande do Sul.
Programação eletrônica: Guilherme Kastrup. Baixo, violões e programação eletrônica: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Magoo. Cavaco e violão de 7 cordas: Daniel Maia. Harpa e orguinhos: Marcelo Blanck. Piano: Cristina Carneiro. Percussão de boca: Tom Zé. Vozes: Tom Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz e Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão paraTom Zé: Lauro Léllis.
5. Acum-Mahá 04:19
Revolta Jege-Mina-Fon 1834
Ludositor: Tom Zé
BR-TRB-06-00037
Essas nações vieram da Costa do Benin (antigo Daomé) e eram
subdivisões da nação Jege.
Programação eletrônica e percussão: Guilherme Kastrup. Programação eletrônica, bongô, baixo e cavacos: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Magoo. Harpa: Marcelo Blanck. Cornetas e flautinhas: Tom Zé. Vozes: Tom Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz e Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão para Tom Zé: Lauro Léllis.
6. Taka-Tá 03:38
Revolta banta 1910
Ludositor. Tarn Zé
BR-TRB-0600038
As civilizações bantas, da Contra-Costa africana, são representadas pelos
moçambiques (macuas e angicos); o grupo banto foi reduzido às nações:
Angola, Congo e Cabinda.
Em 1910, João Cândido, depois chamado de "Almirante Negro", da Marinha brasileira, liderou a Revolta da Chibata.
Bateria. percussão e programação eletrônica: Guilherme Kastrup. Percussão: Jarbas Mariz. Baixos, programação eletrônica e cavacos: Paulo Lepetit. Sanfonas: Adriano Magoo. Cornetas: Torn Zé. Harpa e orguinho: Marcelo Blanck. Vozes: Tom Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão para Tom Zé: Lauro Léllis.
7. Abrindo as Urnas 04:33
Encourados de Pedrão 1823
Ludositores: Tom Zé / Paulo Lepetit
BR-TRB-0600039
Os Encourados de Pedrão, vaqueiros pardos, lutaram na Guerra da Independência da Bahia em 1823.
Programação eletrônica: Guilherme Kastrup. Baixo, violões e programação eletrônica: Paulo Lepetit. Percussão: Eder Rocha. Sanfona: Adriano Magoo. Cavacos: Daniel Maia. Harpa e orguinhos: Marcelo Blanck. Percussão de boca:Torn Zé. Vozes: Torn Zé, Luanda, Sérgio Caetano, Jarbas Mariz e Adriana Andrette. Pré-assistência de percussão para Tom Zé: Lauro Léllis.
Ficha Detalhada:
A amada e grande banda de Tom Zé:
Lauro Léllis, bateria;
Jarbas Mariz, cavaco, 12 cordas, voz;
Cristina Carneiro, teclados, voz;
Sérgio Caetano, guitarra, voz;
Daniel Maia, baixo, voz; Luanda, voz.
Produção Executiva,
Produção Musical e Arranjos
Tom Zé e Paulo Lepetit
Gravação, Edição e Mixagem
Paulo Lepetit e Marcelo Blanck
Suporte técnico para Tom Zé
Marcelo Blanck
Masterização
Homero Lotito Reference Mastering
Coordenação de Produção
Neusa Martins
Assistência de Produção
Tânia Lopes
Superestrutura
Arthur Nestrovski
História da Música
Kika Leoi
Consulta Pesquisa MTV
Flavia Guerra e Yone Mendes
Consultoria Histórica
Tatiana Lima e Marcos Botelho
Projeto Gráfico
André Hime e Huila Gomes
Estúdio Pixel Banana
Ilustração Capa
Ipojucã Vilas Boas
Fotos Tom Zé
Bruna Calegari
Colaboração Gráfica
Vange Milliet
Cecilia Lucchesi
Aconselhamento Estético
Roberto Maia e Gustavo Martins
Direção de Palco, Figurino e Criação da Dança
Laura Huzak Andreato
Fotos gentilmente cedidas por
Gina Leite e Kau Santana
Projeto Domingueiras, Bahia, sob coordenação de Roberto Sant 'Anna
Entrevistas
EU NÃO ACREDITO
2005 PESQUISA DA MTV entre jovens:
“Somos consumistas, somos egoístas, hedonistas; não queremos saber de solidariedade ou de qualquer responsabilidade social.”
EU NÃO ACREDITO
2005 ENTREVISTA DE CHICO BUARQUE DE HOLANDA:
“...A canção acabou”.
EU NÃO ACREDITO
REVISTA “CONCERTO”: artigo do maestro Júlio Medaglia sobre a potência do novo som instalado em carros, assumindo em mea culpa o desleixo da sociedade culta musical que não acompanhou com "novos conteúdos uma revolução técnica gigantesca que levou o raciocínio sonoro a um nova século".
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