Tom Zé - Site Oficial

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JOGOS DE ARMAR

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JOGOS DE ARMAR

Trama , Novembro 2003)

Música do Século Passado

Em 17 de maio de 78 esses instrumentos, idéias e canções subiram ao palco da GV - Teatro da Fundação Getúlio Vargas - S. Paulo. Na pág. 2 (v. abaixo), notícias desse show nos jornais do dia.

Lá, o embrião de células musicais que podem ser manejadas, remontadas: um tipo de canção-módulo, aberta a inúmeras versões, receptiva à interferência de amadores ou profissionais, proporcionando jogos de armar nos quais qualquer interessado possa fazer por si mesmo:

a. uma nova versão da música, pela remontagem de suas unidades constituintes;

b. aproveitamento de partes do arranjo que foram abandonadas;

c. reaproveitamento de trechos de letra não usados nas canções,para completá-las ou refazê-las;

d. construção de composições inteiramente novas, com células recolhidas à vontade, de qualquer das canções do disco-mãe.

Acompanha o cedê auxiliar (não é um cedê duplo!), Cartilha de Parceiros.

Neste, cada célula ou entrecho é apresentado separadamente, para permitir reelaborações e remontagens.

As bandas de garagens podem naturalmente fazer arranjos ou recomposições ao vivo - até fora da garagem.

Segue uma sucinta instrução Editora Irará/ Trama, para o caso de trabalhos que queiram assumir compleição profissional: Qualquer utilização comercial, reprodução ou publicação de peças derivadas de alterações das obras originais do artista Tom Zé, independentemente de suporte ou meio - digital ou analógico - deverá ser regularizada na Editora Irará/Trama.

Mondesmontávelpor CARLOS RENNÓ

O CD principal, aqui, na verdade não é o “Jogos de Armar”, mas sim o “Cartilha de Parceiros (CD Auxiliar)”.

Em “Jogos de Armar” Tom Zé, seus parceiros-próximos e produtores fizeram apenas uma versão, uma montagem possível dos módulos contidos no “Cartilha de Parceiros ”.

As versões mais importantes, naturalmente, serão feitas pelos parceiros-distantes, amadores e/ou profissionais. O caráter da proposta carrega no lúdico-provocativo e na instigação intrínseca e extrínseca:

1) convite a meter a mão;

2) convite a suprir as faltas;

3) navegação extragalática,

4) escola aberta,

i. é:

1) participar, compor, remanejar, etc.

2) os dados fornecidos no “Cartilha de Parceiros”estão repletos de faltas, de incompletude. Pretende-se pedir ajuda mais intensa à criatividade do parceiro-distante, amador ou profissional; tanto em trechos do próprio canto como na confecção de novos módulos ou ligações dos arranjos, que são faltantes nos dados desse CD Auxiliar;

3) o assunto das 14 tentativas-canções realizadas no cd-mãe “Jogos de Armar” permite uma navegação fora de sua gravidade e de seus limites. Navegação tanto racional e lógica quanto arbitrária e contraditória. Quer dizer: duas ou mais canções podem, na mão do parceiro-distante, criar uma terceira, nova e que não existe no cd-mãe;

4) a atividade do parceiro-distante pode trabalhar com as formas conhecidas da música popular e até com técnicas e formas do terreno da música erudita:

a) colhendo dois temas contrastantes para compor um desenvolvimento semelhante ao da forma-sonata;

b) praticar o contraponto clássico; ou essa espécie de superposição usada por Tom Zé na versão constante do cd-mãe, mostrando sempre uma canção de muitas faces, uma canção quase cubista;

c) recursos da música serial e dodecafônica: espelho, inversão, e outros, como a inversão feita no show anterior com “Hey Jude” (ainda não gravada) etc;

5) aquilo que nem eu, nem Tom Zé e nem Deus pode imaginar...

1. PASSAGEM DE SOM
(Tom Zé/ Gilberto Assis)      
Gênero:chamegá-exaltação
ARRASTÃO DE ARI BARROSO E DO
COMPOSITOR DAVID GORENCHENDLER
Ed. Irará (Trama) 70274607
FALA:
Alô! Tem som aqui neste microfone? 
Quanta microfonia!
1, 2, 3,  som, experiência
1,  2, 3, som, experiência
Alô alô som
O cio do som
Alô alô som
O vinho do som
Alô alô som
A caixa de som om om
A caixa de som om om
Bota um pouco mais de agudo
Aqui para o vocal
O sal que tempera o vocal
Coro: Tão grave é mau
         Tão grave é mau
Mais grave aqui no contrabaixo
Que me desabotoa na boa
E me racha por baixo
Coro: E que me racha por baixo
           Que me racha por baixo
Um toque na sua guitarra
Me amarra e grita no meu peito
Coro: Não dá mais jeito
           Desse jeito
Um toque no seu bandolim
Que jasmim sobre mim
Sobe em mim
Coro: Ai ai ai ai ai ai ai
É tão gostô
Baté contrabá 
Guitá guitá gritar
Coro: Ai! Joãojacksonjoãogonzagá
          Gonzá Gonzá 
          Ai ai Gonzá Gonzá
          Ai Gonzá ai Gonzá 
 ... ...  Gonzá Gonzá Gonzá
           Ó ó ó ó ó 

VERSOS PARA POSSÍVEIS PARCERIAS

 Ser o abismo 
 De ser o não-ser
 E ter a gula
 De nada reter
 O sétimo selo do sétimo véu
 Õ õ ô

 Sem si ré lá
 No sol fá
 Mi 
 Por cima de si
 Sem dó
 
(Vocalises,Tom Hert-Zé,  etc.)
2. PEIXE VIVA 
(Tom Zé/ Zé Miguel Wisnik)
Gênero:chameguinho choro
ARRASTÃO DE EDU LOBO
Ed. Irará (Trama) 70274619
Iê quitíngue lelê
Lambaio enguia curimã
Lambaio enguia curimã
Lambaio enguia vermeio
Iê quitíngue
Iê quitíngue
Iê quitín
Gue lê quitíngue lê
Iê quitín
Iê quitín

3. JIMI RENDA-SE
(Tom Zé/ Valdez )
Gênero: maracapoeira
ARRASTÃO DO FALAR SOFISTICADO
Ed. Sonata (Fermata) 70274620

Guta me look mi look love me
Tac sutaque destaque tac she
Tique butique que tique te gamou
Toque-se rock se rock rock me
Bob Dica, diga,
Jimi renda-se!
Cai cigano, cai, camóni bói 
Jarrangil century fox
Galve me a cigarrete
Billy Halley Roleiflex
Jâni chope chope chope chope
Ô Jâni chope chope
Ie relê reiê relê
MOEDA FALSA
(Tom Zé)
Gênero: maracapoeira
Ed. Irará (Trama) 70274632
Fala: E logo o Brasil, que vai ser um país rico, 
quando esse diabo desse petróleo acabar
O dólar é moeda falsa
O americano já não segura as calças
A Alemanha quase pedindo esmola
A inglesa não usa mais calçola
Na Itália não tem mais sutiã
Suíça não lava a bunda de manhã
Ô, cabrobó, 
Eles vão tomar no fiofó


4. CHAMEGÁ 
(Tom Zé/Vicente Barreto)
Gênero: chamegá
ARRASTÃO DE JACKSON DO PANDEIRO E GORDURINHA
Ed. Irará (Trama) 70274644

Com ê
Seu jei de tê
Graça no balan
Miná meu tem
Crian
Passa na lembran

Conté
Que o no
me dé
era diferen
seu nom era Embolá
no falar da gen

“Aí chegou o gringo com 
sequencer para prender 
o músico brasileiro na camisa-de-força do metronímico 4/4 rock-pop-box.'' (David Byrne, em carta)

Xanduzinha, que vergonha
Espezinharam-na-fulô
E chegou um chamego chamado pop
Ah, puta que pariu,
Bate funk bate folk
Ah, puta que pariu
Bate estaca, bate rock
Ah, puta que pariu,
Gonzaga filho adotado
Yê Olodum
Renasceu mais avexado
Yê Olodum   ‘’


5.
DESAFIO
(Tom Zé / Gilberto Assis)
Gênero: desafio nordestino
ARRASTÃO DE JORGE MELO
Ed. Irará (Trama) 70274656

Doutor: Meus senhores, vou lhes apresentar
            A figura do homem popular,
            Esse tipo idiota e muquirana
            É um bicho que imita a raça humana.
O homem: O doutor exagera e desatina
                Pois quando o pobre tem no seu repasto
                O direito a escola e proteína
                O seu cérebro cresce qual um astro
                E começa a nascer pra todo lado
                Jesus Cristo e muito Fidel Castro
Refrão:
Africará mingüê e favelará
mérica de verme que deusará
Iocuné Tatuapé Irará
Doutor: Veja o pobre de hoje: quer tratar
            Do direito, da lei, ecologia.
            É na merda que eles vão parar
            Ou na peste, maleita, hidropisia.
O homem: Mas o Direito, na sua amplitude
                Serve o grande e o pequeno também.
                Além disso quem chega-se à virtude
                E da lei se aproxima e se convém
                Tá mostrando ao doutor solicitude
                Por querer o que dele advém.
Refrão:
Africará minguê ... ... etc.

 


6.
PISA NA FULÔ
(João do Valle/ Ernesto Pires/ Silveira Júnior)
Gênero: xote
Ed. Warner/Chapell 70274668

Pisa na fulô, pisa na fulô,
Pisa na fulô,
Não maltrata o meu amor

Eu vi menina que nem tinha doze anos
Agarrar seu par e também sair dançando
Sastifeita, dizendo: "Meu amor,
Ai, como é gostoso
Pisa na fulô".

Pisa na fulô, pisa na fulô ... ... ...

Sô Serafim cochichava com Diõ
Sou capaz de jurar
Que nunca vi forró melhor
Inté vovó
Garrou na mão de vovô
Vambora meu veinho
Pisa na fulô.

Pisa na fulô, pisa na fulô ... ...

De madrugada Zeca Caxangá
Disse ao dono da casa:
"Não precisa me pagar.
Mas por favor,
Arranje outro tocador
Que eu também quero
Pisá na fulô".

 

 


7.
ASA BRANCA
(Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira)
Gênero: baião
Ed. Fermata 70274670

      Quando olhei a terra ardendo
      Qual fogueira de São João
      Eu perguntei, ei, a Deus do cé - éu
      Por que tamanha judiação? 
      Que braseiro, que fornalha,
       Nem um pé de plantação
 Bis Por falta dágua perdi meu gado
       Morreu de sede meu alazão
       Inté mesmo a asa branca
       Bateu asas do sertão
 Bis Entonce eu disse: Adeus, Rozinha,
       Guarda contigo meu coração
       Quando o verde dos teus olhos
       Se espalhar na plantação
  Bis Eu te asseguro, não chores não,viu,
       Que eu voltarei, viu, meu coração.
 
       Espero a chuva cair de novo
       Pra mim voltar, viu, pro meu sertão
8. CONTO DE FRALDAS
(Tom Zé)
Gênero: baião-acalanto
ARRASTÃO DOS QUEBRA-LÍNGUAS NORDESTINOS
Ed. Irará (Trama) 70274681
Penso
Que pena que seja pouco
Só penso pensamento
Que possa te procurar
De cá, de lá
Baile beijinho
Beijo beijoca
O b da brincadeira
Brinquedo balbuciar, ciar
Tim-tirim-tirim-tim
Tirim-tirim-tim
Tirim
My love lua da lenda 
Longe me leva lá
No dia em que te conheci
Eu ainda molhava a cama
Molhava a cama-a-a-a

 


9.
MEDO DE MULHER
(Tom Zé)
Gênero: chamegá
ARRASTÃO DE UM JINGLE PARA MÁQUINAS DE ESCREVER ENCOMENDADO POR WASHINGTON OLIVETTO EM 1977
Ed. Irará (Trama) 70274693
Iê le le lê 
Iê le le lê
A Dora me botou fora
A Biu me despediu
A Marta nem uma carta
	Dorete nem um bilhete
	Dudinha nem uma linha
	Zenai nem gudi bai
Susana fui rolimã
Pra Lana fui tobogã
Pra Beta fui bicicleta
	Teresa bateu de "t"
                Zenai bateu de ai
                Patrícia bateu de pá
A Benta me acorrenta
Teresa no pé da mesa
Joana no pé da cama
	Anália com a navalha
	Adele me corta a pele
	A Gal é que bota sal
Celeste botou-me peste
Edite botou-me gripe
Soraia me botou saia
	A Malva me depilava
	A Cáti de alicate
	Odete de canivete
Luzia, cada fatia
Que a Bia me dividia
Maria distribuía
	Socorro como um cachorro
	A Tânia como uma aranha
	A Dora com a espora
A sombra se aproxima
Enorme sobre o meu berço
Levanta-me pelo ar
	Mamãe, me bota no colo
	Me dá de mamar no peito
	Balança pra eu arrotar
	Balança pra eu arrotar
Boi, boi,  boi da cara preta
Pega o Toim Zé que ele tem medo de careta
 
  Boi, boi, boi cara de louça
  Pega o Toim Zé que ele tem medo de moça
Boi, boi, boi cara de lua
Toim Zé ainda chora
Quando vê moça nua.

10.
O PIB DA PIB
(Tom Zé / Sérgio Molina / Alê Siqueira)
Gênero: Bloco de Turistas Europeus para o Cordão das Meninas do Nordeste
ARRASTÃO DE ROSSINI - O BARBEIRO DE SEVILHA
Ed. Irará (Trama) 70274716

Catorze, catorze anos,
Doze anos, doze anos

Imagine um gringo daquele tamanho
Em cima da criança pobre nordestina,
Sufocada, magricela, seca, pequenina,
Ah, Nossa Senhora minha

O PIB da PIB que pimba no seco
Pimba no molhado
Pimba no seco saco seco
Peixe badesco na filha dos outros é refresco

Ô Senhora, Mãe Senhora,
Nessa hora olha pra tua menina, Senhora

A Prostituição Infantil Barata
É a criança coitadinha do Nordeste
Colaborando com o Produto Interno Bruto
E esse produto enterra bruto

 Refrão: Que dor, que dor
             Que suja a bandeira
             Oi, essa quebradeira
             Oisquindô - lalá 

Catorze, catorze anos,
Doze anos, doze anos

VERSOS PARA POSSÍVEIS PARCERIAS

  (Versos para possíveis parcerias)

O governo acha que se ela pega
Uma aidisinha não é nada, nada
Passa na vizinha, vai na rezadeira
Pede à benzedeira chá de aroeira
Que esse Produto Interno Bruto
Justifica tudo.

A grana da Europa que bate na porta
Doutor pouco se importa se ela seja porca
Vêm o godo, o visigodo, o germano, o bretão
Eita, globarbarização

O diabo zela a politipanela
Quando acende vela
Reza Ave-Maria todo o dia
Esse capeta pelo rabo
Soque esse diabo

Ah, ah, pinta-la-inha
Bê cana-bentinha
Cê cê de marré-deci

Refrão:  Que dor, que dor,
Que suja a bandeira
Oi, essa quebradeira
Oisquindô - lalá


11.
CAFUAS, GUETOS E SANTUÁRIOS
(Tom Zé)
Gênero: improviso hip-hop. Tema solicitado por Sinval Itacarambi para cabeça de um programa de televisão
ARRASTÃO DO SOM DOS MANOS DA PERIFERIA
Ed. Irará (Trama) 70274728
Tum tum tum cafuas
Tum tum tum guetos
Tum tum santuários
São Paulo 

Coro: São Paulo, São Paulo        
Em algum lugar da tua violência és domingo
Coro: Domingo, domingo
Em algum lugar do teu domingo 
Tens um útero de idéias
Coro: Idéias, idéias
Cafuas, guetos e santuários
Vêm hoje aqui na periferia
Procurar o ouro das cabeças
Coro: Cabeças, cabeças
Tum tum tum cafuas
Tum tum tum guetos
Tum tum 

CANÇÃO INACABADA E PARA SER FEITO
 O ARRANJO
13. PERISSEÍA
(Tom Zé / Capinan)
Gênero: samba rap
ARRASTÃO DE HOMERO
Ed. Irará (Trama) 70274741
	Sabe com quem tá falando?
	Eu sou amigo do Rei...
	Que importa o nome que eu tenho
                Que importa aquilo que eu sou
                Se eu tenho um sonho impossível
	Pra mim o tempo parou
	Meu nom, meu nome é Peri
	Meu nom, meu nome  é Zumbi
	
	Meu nom, meu nome é Galdino
	Meu nome é Brasil
	Um gigante-menino
	Um navio sem destino
	No ano dois mil
CORO
	Se eu pudesse atrasaria
	Este relógio dois mil
	Pra rezar na primeira missa
	Pelo futuro do Brasil
ACALANTO
	Inhem inhem inhem 
                Inhem inhem inhem
                Nhem ...    nhem  nhem
                Nhem  nhem
CORO
	Iê Peri iê Peri iê camará
	Iê Peri camará
	Peri Brasil
PERI
	E eu, o que sou?
	E eu, o que sei?
	Macunaíma, sou eu?
	Tiradentes, sou eu?
	Sou eu um poeta
	Sou eu um pião?
	Quantos anos eu tenho
	Quantos anos terei?
	Eu que vivo sem, jamais saberei
	Ó meu pai, não me abandone,
	Minha mãe, como é meu nome
	Este mundo tem lei?
	Este mundo tem Rei?
CORO
	Se eu pudesse atrasaria ...
 

12.
A CHEGADA DE RAUL SEIXAS E
LAMPIÃO NO FMI

(Tom Zé)
Gênero: baiãolenda
ARRASTÃO DE CANÇÃO FOLCLÓRICA E DO ESTILO TROVADOR NORDESTINO
Ed. Irará (Trama) 70274730

É Raul, Raul, Raul,
É Raul Seixas, é Lampião
Chegaram no FMI
Que nem tentou resistir

É Raú, Raú, Raú,
Lampião não anda só
Trouxe Deus e o diabo
Raul, a terra do sol

Lampião com o clavinote
Raul trouxe o Ylê Ai Ê
Tiraram os colhões do rock
Enrabaram o iê-iê-iê.

Chegaram na Casa Branca
Os dois de carro-de-boi
Tio Sam fugiu de tamanca
Ninguém viu para onde foi

Wall Street fechou
E a ONU não deixou pista
O presidente jurou
Que sempre foi comunista

Mano Brown disse a Raul
O dinheiro a gente investe
No Banco Carandiru
Xingu, favela e Nordeste

Todo-poderoso e rico
O grande senhor dali
Cagou-se, pediu pinico
Aflito, fora de si

Pois o FMI
Viu que não tinha mais jeito
E entregou todo o dinheiro
Para o pobre dividir

E o mundo se viu diante
De grande felicidade:
Trabalho pra todo o dia
Comida pra toda a tarde

Mas entre os países pobres
Não houve fazer acordo
Para dividir os cobres
E a guerra pegou fogo

TRECHOS DE LETRA INCOMPLETA: SUGESTÃO PARCERIA 

Mas chegou Renato Russo
De Belém trouxe Fafá
E ela só trouxe um busto
Pra Ásia toda mamar

Nesse dia moribundo
O FMI se fechou
E o povo inteiro do mundo
Sofrido comemorou

14. SONHAR 
(SONHO DA CRIANÇA- FUTURO--BANDIDO DA  FAVELA, NA NOITE DE NATAL)

(Tom Zé / Sérgio Molina)
Gênero: samba-enredo
ARRASTÃO DA ALA ESFARRAPADOS DE JOÃOSINHO TRINTAE DO PROGRAMA DO MAESTRO WALTER LOURENÇÃO NA RÁDIO CULTURA FM
Ed. Irará (Trama) 70274753
TEXTO DO CANTOR

Iê iô
Ié quá foguê (Bis)

Sonhar o pão
Toda a manhã
E ser aquele que mastiga

Sonhar o gosto
Do alimento
Se misturando na saliva

Aquele aroma
Que a gente sente
Pó de café na água quente

Sonhar escola
Senhor São Bento
Sonhar o tal discernimento

 

 


Sonhar a besta
Que em seu fastio
A fúria do começo viu

Sonhar o fogo
Do quilarão
Que veio do ainda-não

Gratia plena
Vida terrena
O céu aqui a gente pare

Filii tui
Na via crucis
Per mare nostrum navigare

Iê iô
Ié quá foguê


Sonhar a porta
Da esperança
O entra e sai da vizinhança

Sonhar o curso
Do marinheiro
Que viajou o mundo inteiro

Sonhar a lenda
Por cuja fenda
Sabedoria nos assalta

Sonhar o mito
Que em todo o rito
O filho ao parricídio ata

Iê, iô
Ié quá foguê (Bis)
De San Juãããã
ão dá dó de

TEXTO CONTRA O CANTOR

Quê  tum guê guê
Quê tum gô
Quê quê quê quê ta dê

 

 

 

 

 

 

Nem sonho
Me apanha
Porca dessa bronha

Sacana
Me engana
Rabo de mundana

Na luta
Labuta
Tã tã tã tão bruta            

Insulta
Disputa
Tã tã tã tão bruta            

A merda
Quem herda
Desfruta

A terra
Tempera
A fruta

Quê  tum guê guê
Quê tum gô
Quê quê quê quê ta dê

Sinala
A sina
Assa sa sassina

Infausto
Me arrasto
Solto neste pasto

Assusta
Degusta
Tanto faz

Renego
Arredo 
Satanás

Quê  tum guê guê
Quê tum gô
Quê quê quê quê ta dê



.

A BANDA

 

GILBERTO ASSIS, CRISTINA CARNEIRO, SÉRGIO CAETANO, MARCO PRADO, JARBAS MARIZ E LAURO LÉLLIS

Dedicado aos meus professores, que me salvaram a vida. Representando-os: 
Prof. Artur de Oliveira, primeiro grau;  Belmira Santos, Segundo grau; Hans Joachim Koellreutter e Ernst Widmer : Universidade da Bahia.

Da esquerda para a direita: Alê Siqueira, Walter Ohara, Roberto Maia, Andy Rubinsteins, Antônio Nascimento, Cláudia Rubinstein, Rui Ohara e Edu Manzano

Da esquerda para a direita: Cláudia Rubinstein, Walter Ohara, Antônio Nascimento,  Alê, Edu Manzano,  Rui Ohara, Andy Rubinsteins e Roberto Maia.


Tom Zé, Alê Siqueira e o HertZé

 

Ficha Técnica

PRODUTORES EXECUTIVOS João Marcello Bôscoli, André Szajman e Cláudio Szajman
A&R Kid Vinil
Assistência Executiva Marcelo Ribeiro
Direção Musical Gilberto Assis
Gravação
Alê Siqueira
Arranjos
Tom Zé, Gilberto Assis e Alê Siqueira
Organização do Cedê Cartilha de Parceiros
Flávio de Souza

NÚCLEO DE MODA E IMAGEM DA TRAMA
Direção
Emanuela Carvalho
Produção de Moda
Carlos Escorel / Pat Prudente / Erick Wolf
Gerência de Design Gráfico Patricia Diogo
Produção Gráfica Jardel Giúdice Maluf e Luciana Mafra 
Fotos Debby Gram 
Make up Erick Wolf


PROJETO GRÁFICO
Elifas Andreato e Bento Huzak Andreato
Direção de Arte
Elifas Andreato
Editoração Eletrônica e Arte Final
Bento Huzak Andreato
Assistente de Produção Gráfica
Janaina Abreu


MÚSICOS 
Lauro Léllis - bateria
Gilberto Assis - baixo, baixolão, violão, vocais
Jarbas Mariz e Sérgio Caetano - bandolins e vocais.
Marco Prado - guitarra
Cristina Carneiro - teclados
Tom Zé - violões de Chamegá
Luanda e Zilda Maria  vocais
Gilmar Ayres tenor
Ana Sueli Nobre, Naoko Akamine e Juliana Parra sopranos
Marcos Suzano percussão
Ana Luísa Lima cravo (em Asa Branca)
Guilherme Kastrup zabumba, tambor-boi (em Medo de Mulher)
José Miguel Wisnik vocal (em Peixe Viva (Iê-Quitíngue))
Swami Jr. Violão de 7 cordas 
Alê Siqueira vocal grave rasgado (em Cafuas, Guetos e Santuários)
Toninho Ferragutti acordeom
Bocato trombone
Carlos Malta saxofones, pífanos e flautas
Renato Anesi cavaquinho, bandolim, cryvaco, viola caipira e banjo
Nayara entradas intempestivas no estúdio


Instronzémentos 
CONSTRUTORES 
HertZé (sampler brasileiro, 1978)
Roberto Maia,Rui Ohara e Walter Ohara
Buzinório
Roberto Maia, Rui Ohara, Walter Ohara e Luiz Botelho
Lay out
Andy Rubinstein e Cláudia Rubinstein Soares
Canetas Lazzari
Claudinho
Enceroscópio
Antonio Nascimento, Rui Ohara e Walter Ohara
Serroteria
Antonio Nascimento

PERFORMANCE NO ESTÚDIO
Gilberto Assis , Alê Siqueira e Tom Zé
Mixagem
Flávio de Souza, Alê Siqueira, Estúdio Compasso
Edições
Alê Siqueira
Masterização
Marcos Eagle

ILUSTRAÇÃO DA DANÇA DO CHAMEGÁ Edu Manzano
DANÇA DO CHAMEGÁ
Laura Huzak Andreato e Paula Lisboa

AGRADECIMENTOS
Flávio Augusto Estúdio Compasso
Jorge Polsen Tecnologia Musical
Neusa S. Martins Assessoria
Dr. Osíris Camponês do Brasil e Dra. Mara Behlau Assistência e orientação vocal
João Marcelo Bôscoli encorajamento e ousadia


 


 

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