1.Lá Vem a Onda (Tom Zé/ Anderson Benvindo) |
2.Guindaste a Rigor (Tom Zé) |
Lá vem a onda que vai me levar pra casa dela eu sou escravo, ela é canela eu sou o crime, ela é a cela eu sou a fera, ela é a bela eu sou a noite, ela é a vela eu sou o chope, ela é a fivela eu sou aquele, ela é aquela Ela, ela, ela, ela, ela-la-la-la
Suça sucinha sucê sassarica sossegá sou seu só seu

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Eu quero um trem de doze vagões Pra marcar o compasso que eu vou cantar Quero dez máquinas de concreto Porque não gosto de violino Quero um discurso do Nero Para fazer contraponto Doze motocicletas no lugar do contrabaixo Para reger o conjunto, um guindaste à rigor E na hora do breque um belo assopro de coca-cola Ah, ah, ah que cola
A tonalidade é ré sustenido bem claro Ou mi colorido bemol Sidomidelamefalasemsirelanosolfa
Para parceiro na letra Satanás de babydoll Ou um camundongo sádico que tem a língua vermelha E no fim da primeira parte deixe a Brigitte Bardal
Mas hora veja: Enquanto eu cantava O verbo enganado Com a língua do poeta enrolada no pescoço Pendurado sem socorro Já parou de balançar as pernas Já parou de balançar as pernas Já parou de balançar as pernas Já parou de balançar as pernas Já parou

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3.Distância (Tom Zé- João Araújo- Laís Marques ) |
4.Dulcinéia Popular Brasileira (Tom Zé) |
Meu bem a tristeza me persegue segue comigo o gosto de sorrir só rimava no som dos teus olhos.
E vi desmanchar-se em desgosto, gosto por gosto e a dor me procura na amargura de tanta distância
As luzes da cidade não acendem mais pra mim as coisas que eu cantava já não cantam mais pra mim não adianta nada, pra mim tudo se acaba nesta dor sem fim.

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Chora, chora, chora Chora mas não se demora Mora, mora Mora que ninguém dá bola
Chora, chora, chora Chora mas não se demora Mora, mora, mora Mora que ninguém dá bola
Compre sob receita médica Sua fossa se vitaminada E chore pela Dulcinéia Dulcinéia Popular Brasileira Que em cada festival fica mais enferrujada Há há há
Chora, chora, chora Chora mas não se demora Mora, mora Mora que ninguém dá bola
Conselho de psiquiatra Dá mais pé que o da mamãe Compre logo seu saquinho plástico Com a fossa bem concentrada Garantida por dois anos Manda em gelo conservada Há há há
Chora, chora, chora Chora mas não se demora Mora, mora Mora que ninguém dá bola
Chora, chora, chora Chora mas não se demora Mora, mora Mora que ninguém dá bola
Chora logo

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5.Qualquer Bobagem (Tom Zé- Mutantes) |
6. O Riso e a Faca (Tom Zé) |
Chegue perto de mim não precisa falar acenda o meu cigarro não queira me agradar queira
Ouça esta canção ou qualquer bobagem deixa o coração falar
Que mais? Sei lá...

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Quero ser o riso e o dente quero ser o dente e a faca quero ser a faca e o corte em um só beijo vermelho
Eu sou a raiva e a vacina procura de pecado e conselho espaço entre a dor e o consolo a briga entre a luz e o espelho
Fiz meu berço na viração eu só descanso na tempestade só adormeço no furacão

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LADO B
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| 1.Jimmy, Renda-se |
2.Me Dá, Me Dê, Me Diz |
(Tom Zé/ Valdez ) - Sonata
Guta me look mi look love me
Tac sutaque destaque tac she
Tique butique que tique te gamou
Toque-se rock se rock rock me
Bob Dica, diga,
Jimi renda-se!
Cai cigano, cai, camóni bói
Jarrangil century fox
Galve me a cigarrete
Billy Halley Roleiflex
Jâni chope chope chope chope
Ô Jâni chope chope
Ie relê reiê relê
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(Tom Zé) Ô, menina pinta lainhá, iê, Biriti-guiri me dá Biriti-guiri me dê Biriti-guiri me diz Biguidiz me diga logo tudo Será serê serô se diz Serei teu par Será serê serô se diz Serei teu par Beco bico de batom eh rê! Peça pinta pusserê, oh! Riso piso bisco liso oh! Brinco rindo tiritingo oh! Colorido verde-branco Verde-branco colorido Ô, me pendura Na corrente rente rente

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| 3.Passageiro |
4.Escolinha de Robô |
(Tom Zé) Sigo por uma estrela volto por teu sossego a mala, o casaco, até logo um beijo na volta eu te conto um segredo
A flor disse a primavera o rei disse ao passarinho eu tenho um segredo pra você também em um laço de fita de carinho
A noite, o vento frio, a solidão bebendo teu sorriso, todo porto é meu amigo

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(Tom Zé) Todo mundo pronto pra começar Cada qual por ordem no seu lugar A corrente é 110 Vamos ligar E já vai 1 e 2 e 3 e 1 e 2 e 3 e 1 e2 e 3 e já Ao sentar-se dobre a perna pelo joelho E se alguém lhe falar É desgraça que vai, é desgraça que vem Ha, ha, ha, queira sorrir, é permitido Faça alguma orações por dia Depois mande a consciência junto com os lençóis pra lavanderia
Ao sorri abra os lábios docemente E se alguém te falar, da desgraça

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| 5.Jeitinho Dela |
6.A Gravata |
(Tom Zé) A revista provou o jornal confirmou pela fotografia, que nos olhos dela tem sol nascendo.
Mas não se explica, nem se justifica por que naquele dengo do sorriso dela a cidade acabou se perdendo.
No jeitinho dela botei o passo no compasso dela caí no laço no abraço dela me desencaminhei no caminho dela me desajeitei.
No jeitinho dela, no jeitinho no jeitinho dela, no jeitinho.
Que ferve panela quando falta gás mas quanta gente boa já trocou sua paz...
Pelo jeitinho dela, um cientista no jeitinho dela disse na tevê que o jeitinho dela tem um micróbio no jeitinho dela que faz miolo derreter.
No jeitinho dela no jeitinho dela
Geladeira já teve febre penicilina teve bronquite Melhoral teve dor de cabeça e quem quiser que acredite
No jeitinho dela vou me perder no jeitinho dela

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(Tom Zé) A gravata já me laçou a gravata já me enforcou amém
A gravata já me laçou a gravata já me enforcou amém
Um cidadão sem a gravata é a pior degradação é uma coroa de lata é um grande palavrão é uma dama sem pudor estripitise moral é falta de documento é como sopa sem sal
Tem a gravata borboleta com o bico inclinado tem a gravata caubói com o rabinho duplicado
Tem a gravata de laço que desce do colarinho molenga como uma tripa que se deita na barriga
Ela é a forca portátil mais fácil de manejar moderna, bem colorida, para a vítima se alegrar é um processo freudiano para a autopunição com o laço no pescoço e a fé no coração

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